O PL, partido de Jair Bolsonaro, articula no Congresso Nacional uma manobra que pode anistiar os envolvidos nos atos de 8 de Janeiro de 2023. A estratĂ©gia, que visa inicialmente o caso de Ramagem, Ă© vista como um teste para medir o apoio à anistia de outros rĂ©us, incluindo o ex-presidente Bolsonaro.
A Constituição Federal, em seu artigo 53, parĂĄgrafo 3°, prevĂȘ a possibilidade de suspensão de ações penais contra parlamentares após a diplomação, mediante aprovação da maioria dos membros da respectiva Casa. O ministro Cristiano Zanin, do STF, jĂĄ notificou a Câmara sobre o recebimento da denĂșncia, acionando o mecanismo constitucional.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), tem atĂ© 45 dias para decidir se coloca o pedido em votação. Para aprovar a suspensão, são necessĂĄrios 257 votos favorĂĄveis.
A iniciativa do PL enfrenta resistĂȘncia dentro do próprio Congresso. Integrantes do centrão mostram-se divididos quanto à conveniĂȘncia de confrontar o Supremo Tribunal Federal.
"Para pacificar o paĂs Ă© preciso superar essa divergĂȘncia de narrativas que em nada interessa ao momento dramĂĄtico e frĂĄgil que a sociedade brasileira enfrenta em diversas pastas, desestimular a polarização que divide o paĂs em dois blocos contrapostos, descriminalizar as instituições e os agentes polĂticos, e, sobretudo, desinterditar o debate parlamentar acerca de um mesmo tópico." afirmou Sóstenes Cavalcante, lĂder do PL, no documento enviado ao presidente da Câmara.
O julgamento de Bolsonaro no STF, conforme o Financial Times, pode transformĂĄ-lo em um mĂĄrtir, elevando seu perfil polĂtico. Essa perspectiva adiciona um elemento de pressão ao cenĂĄrio polĂtico, enquanto o PL busca apoio para a anistia.
*Reportagem produzida com auxĂlio de IA