O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reacendeu a polêmica no comércio global ao anunciar, nesta quarta-feira, a imposição de uma tarifa base de 10% sobre todas as importações americanas. A medida, que já está sendo vista como o pontapé inicial para uma nova guerra comercial, também prevê taxas ainda mais elevadas para alguns dos principais parceiros comerciais do país.
As reações ao anúncio não demoraram a surgir. O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, manifestou preocupação com o impacto das tarifas nos consumidores americanos e sinalizou que seu governo não pretende retaliar com medidas semelhantes. Essa postura demonstra uma cautela em evitar um ciclo de tarifas que poderiam prejudicar o crescimento econômico global.
Na Europa, o tom também foi de alerta. O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, garantiu que o país protegerá suas empresas e trabalhadores, reafirmando o compromisso com o livre comércio. Já o primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, expressou o desejo de que se encontre um caminho de volta à cooperação comercial com os EUA, evitando assim uma escalada das tensões.
A Suíça, por meio de sua presidente, Karin Keller-Sutter, informou que o Conselho Federal avaliará rapidamente os próximos passos, priorizando os interesses econômicos de longo prazo do país e a adesão à legislação internacional. A Irlanda, por sua vez, lamentou profundamente a decisão americana, com o primeiro-ministro Micheal Martin alertando que as tarifas não beneficiam ninguém e que sua prioridade é proteger os empregos irlandeses e a economia do país.
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, enfatizou a necessidade de se buscar um acordo com os Estados Unidos para evitar uma guerra comercial que, segundo ela, enfraqueceria o Ocidente em favor de outros agentes globais. Manfred Weber, presidente do PPE, o maior partido do Parlamento Europeu, criticou duramente as tarifas de Donald Trump, afirmando que elas atacam o comércio justo por medo e prejudicam ambos os lados do Atlântico.
"É o povo norte-americano que pagará o maior preço por essas tarifas injustificadas. É por isso que nosso governo não buscará impor tarifas recíprocas. Não entraremos em uma corrida ao fundo do poço que leva a preços mais altos e crescimento mais lento." disse Anthony Albanese, primeiro-ministro australiano.
"A Espanha protegerá suas empresas e trabalhadores e continuará comprometida com um mundo aberto." afirmou Pedro Sánchez, primeiro-ministro espanhol.
Até mesmo a América Latina se manifestou, com a Ministra das Relações Exteriores da Colômbia, Laura Sarabia, informando que seu país está analisando as medidas para proteger a indústria nacional e os exportadores. A declaração da Ministra demonstra a preocupação com os possíveis impactos negativos das tarifas americanas na economia colombiana.
O anúncio de tarifas de Trump reacende um debate global sobre o protecionismo e seus efeitos no crescimento econômico. Resta saber quais serão os próximos capítulos dessa disputa comercial e como os países irão se adaptar a esse novo cenário.
*Reportagem produzida com auxílio de IA